Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Com o coração nas mãos

Quinta-feira, 26.10.17

 

 

Com o coração nas mãos é como vamos todos passar estes próximos meses de um Outono com seca severa e sobretudo, sim sobretudo, a partir de Março se este governo ainda estiver no poder nessa altura.

Precisamos de estar atentos e alertas, pois não podemos contar com a competência deste governo para evitar mais tragédias nacionais, como as que vivemos este ano. Pedrógão já nos tinha deixado incrédulos e deprimidos. Mal sabíamos que ainda teríamos de ver acontecer o 15 de Outubro...

A tristeza deu lugar à revolta, não podemos deixar esquecer o que aconteceu. Saber as causas dos incêndios, tudo o que nos esconderam e que teria sido fundamental para evitar as mortes e os ferimentos de tantos, e no maior desamparo possível.

 

Como já imaginava, e não é por acaso que já não confio em comissões de investigação disto e daquilo, o relatório que foi apresentado 4 meses depois de Pedrógão e 3 dias antes de 15 de Outubro como se se tratasse do Santo Graal, tem erros e omissões graves.

Não apemas não protegem os cidadãos como não os respeitam. Não apenas omitem a verdade, como nos mentem. Mas nós não deixaremos esquecer Pedrógão. Não deixaremos esquecer o 15 de Outubro.

Não deixaremos que nos tentem apagar da memória o que aconteceu às pessoas, às suas vidas. Não nos deixaremos distrair por casos secundários de juízes culturalmente atrasados no tempo, por relatórios com informação não fiável, por debates televisivos com especialistas de duvidosa formação e isenção, por comentadores com uma agenda oculta.

E além de não esquecermos ou deixarmos esquecer Pedrógão e o 15 de Outubro, colaboraremos para evitar futuras tragédias. 

 

Para já, o CDS marcou uma posição na AR por todos nós os que gostaríamos de censurar este governo. Com o PSD ao seu lado. Já estão clarificadas as posições na AR, bem definidas e demarcadas. A partir daqui já todos sabemos quem está com as pessoas abandonadas à sua sorte e ao maior desamparo, e quem segurou este governo porque tem outras prioridades.

A cultura da esquerda que apoia este governo revelou-se como na verdade é: mesquinha e territorial, a trabalhar para o seu eleitorado. No seu pequeno mundo urbano e suburbano, industrial e empresarial, sobretudo do sector público e sindicalizado. Os outros, os que laboriosamente constroem uma vida sem as ajudas estatais, esses não contam para a sua contabilidade orçamental.

A cultura socialista é a mesma dos governos socráticos: o marketing, a arrogância, a vangloriar-se do sucesso económico e financeiro na campanha autárquica, já depois de Pedrógão. Inchados na sua cegueira depois de umas Autárquicas que apenas indicaram a confiança em candidatos a nível local. Um PM que só demitiu a ministra e o secretário de Estado depois do discurso presidencial. Um PM que só admitiu ter falhado e só pediu desculpa por essas falhas graves depois do discurso presidencial.

 

Não confiando na investigação oficial e nos relatórios de comissões chamadas independentes, o que podemos fazer na prevenção?

Estar alertas e atentos, coligir factos, cruzar dados, cada um na sua especialidade. Registar tudo. Utilizar os neurónios. Informar. Comunicar. Partilhar. As causas dos incêndios começarão a surgir em padrões temporais e espaciais, em ligações e intersecções, em coincidências. Identificáveis. 

Participar civicamente nas iniciativas e actividades da freguesia e do concelho. Manterem-se informados, sugerir, colaborar.  

Organizarem-se em grupos, associações, comunidades. No território afectado, colaborar na recuperação e regeneração. No território restante, colaborar na informação sobre riscos e formas de os evitar. Em ambos os casos, partilhar informação sobre pequenas iniciativas que todos podem passar a incluir nas suas rotinas diárias. Há a qualidade da água que pode estar afectada, por exemplo.

Não nos deixemos impressionar ou afectar pelas tentativas oficiais ou outras de nos implicarem na responsabilidade que é deles. Queimadas de agricultores? E os unúmeros fogos que se iniciaram ao fim da tarde e à noite? Proprietários que não limpam a floresta? Para já, o pinhal de Leiria é do Estado, a faixa ao longo das estradas é da EP, e outros exemplos de floresta abandonada. Tudo ardeu, floresta, pasto, árvores de fruto, oliveiras, videiras, casas, fábricas...

E finalmente não deixemos de exigir informação fidedigna e avaliação dos responsáveis.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 12:05








comentários recentes



links

coisas à mão de semear

coisas prioritárias

coisas mesmo essenciais

outras coisas essenciais

coisas em viagem